sexta-feira, 20 de maio de 2011

Dores do Mundo



Caminho na trilha do inseguro

Vivo intensamente as dores do mundo

Me banho no imaginário

Gosto de amores correspondidos


Salvo meu dia com humor

Ando na corda bamba

Passo as noites em claro

Pintando as cores da vida


Aprecio os lustres no teto

Me sinto como se fosse um deles

Que levam a luz a quem nem se quer

Nota de onde vem a claridade




Poema publicado no livro "O Exercício no Mundo"

O Som do Vento

Hoje de manhã
o vento me acordou cantando,
e caminhando contra ele
pude refletir sua poesia

Oh! amor recôndito
que me faz imaginar que o vento é poesia
mas noutro dia nem cheiro tinha

hoje o vento fala,
o cheiro exala,
o toque rasga
e a vida me inebria

Quero ver passar o efeito desse feito,
que não sabe como instalou-se em meu peito
me levando ao delírio
que noutro dia, não tinha

Poema publicado no livro "O Exercício no Mundo"

Casa com Quintal

Um dia quente de verão.

Penso na noite fria do outono
nas folhas soltas que me cobrem enquanto caminho
e deixo na trilha percorrida
as marcas da dor de sua ausência

Quando partiu, me deixou a tua espera
... quimera tivesse tu ao meu lado
em nossa grande casa com quintal
que hoje não consigo arrumar

Sei que um dia vai voltar
não sei se vou esperar

Simplesmente um tapete




Eu, sou apenas um tapete de urso

que estendido no chão por onde você passa

e nem desconfia de minha presença.


Sinto teu cheiro

Sinto teus passos largos

Sinto que não me quer mais ao teu lado.


Então... Concordo com a minha condição

de ser o teu tapete de urso.







terça-feira, 7 de setembro de 2010

Noite

Ando nas ruas
deixo o vento me levar
bebo da água sagrada
que me leva ao mais
elevado estado etílico
que da asas a minha essência

na próxima esquina
ando em zig zag
até esbarrar com o mistério
que tento desvendar

caminhos que vão dar em nada
mesmo assim quero me embrenhar

imerso na mais sublime ilusão
pela flor mortal que contamina
os meus passos tortos

fico enfeitiçado pelo o cheiro
delicado da noite linda

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Transporte do Imaginário nº 2


Simples mortais
Com guarda-chuvas transcendentais
Se protegem da chuva ácida da vida

À procura de momentos íntimos
Bem longe dos lobos famintos
Perto do meio fio do mundo

Somos abundantes almas
À procura de poças cristalinas
Para afastar a tristeza
Completamente abismal

Transformando pedra em orvalho
Farelo em coração

(Denise Fraga e Luís Alexandre)

ESBOÇO


Perdida em meus pensamentos
pego o papel e o carvão
e logo se forma
a mais bela forma
da beleza que vem da alma
e encanta os olhos de todos
a obra que nunca termina
é inconstante como a vida