sexta-feira, 20 de maio de 2011

Casa com Quintal

Um dia quente de verão.

Penso na noite fria do outono
nas folhas soltas que me cobrem enquanto caminho
e deixo na trilha percorrida
as marcas da dor de sua ausência

Quando partiu, me deixou a tua espera
... quimera tivesse tu ao meu lado
em nossa grande casa com quintal
que hoje não consigo arrumar

Sei que um dia vai voltar
não sei se vou esperar

Simplesmente um tapete




Eu, sou apenas um tapete de urso

que estendido no chão por onde você passa

e nem desconfia de minha presença.


Sinto teu cheiro

Sinto teus passos largos

Sinto que não me quer mais ao teu lado.


Então... Concordo com a minha condição

de ser o teu tapete de urso.







terça-feira, 7 de setembro de 2010

Noite

Ando nas ruas
deixo o vento me levar
bebo da água sagrada
que me leva ao mais
elevado estado etílico
que da asas a minha essência

na próxima esquina
ando em zig zag
até esbarrar com o mistério
que tento desvendar

caminhos que vão dar em nada
mesmo assim quero me embrenhar

imerso na mais sublime ilusão
pela flor mortal que contamina
os meus passos tortos

fico enfeitiçado pelo o cheiro
delicado da noite linda

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Transporte do Imaginário nº 2


Simples mortais
Com guarda-chuvas transcendentais
Se protegem da chuva ácida da vida

À procura de momentos íntimos
Bem longe dos lobos famintos
Perto do meio fio do mundo

Somos abundantes almas
À procura de poças cristalinas
Para afastar a tristeza
Completamente abismal

Transformando pedra em orvalho
Farelo em coração

(Denise Fraga e Luís Alexandre)

ESBOÇO


Perdida em meus pensamentos
pego o papel e o carvão
e logo se forma
a mais bela forma
da beleza que vem da alma
e encanta os olhos de todos
a obra que nunca termina
é inconstante como a vida

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dores do Mundo



Caminho na trilha do inseguro
Vivo intensamente as dores do mundo
Me banho na chuva do imaginário
Gosto de amores correspondidos

Salvo meu dia com humor
Ando na corda bamba
Passo as noites em claro
Pintando as cores da vida

Aprecio os lustres no teto
Me sinto como se fosse um deles
Que levam a luz a quem nem se quer
Nota de onde vem a claridade.

ViDa

Mais uma noite terminada
dentre tantas já vividas
ou sobrevividas
ao caos humano,
que nos torna o nosso maior inimigo
sigo em frente
como o rio segue o seu curso
com tantos obstáculos para desviar
e mesmo assim insiste em continuar.